
Dois anos foi o tempo que Dulce María levou para criar as canções e o conceito artístico de sua carreira solo. Dois anos esperaram seus seguidores que a conheceram no fenômeno televisivo-musical RBD e agora estão impacientes com a saída de Extranjera, seu primeiro material discográfico com nome próprio.
Ainda que o álbum seja lançado apenas em novembro, na Colômbia lançaram uma pré-venda de seu cd, através do qual, em dois meses, poderá baixar as canções de Extranjera. Para a surpresa de todos, incluindo da própria artista, a pré-venda ocupada o primeiro lugar em vários lugares de venda na Colômbia, o que torna do CD um marco importante na indústria discográfica columbiana.
Sem dúvida, é a produção mais esperada dos que foram membros do RBD, o fenômeno televisivo-musical que há alguns anos seduziu a milhões de fanáticos em toda América Latina.
Uma mistura de dance, pop, aonde nas baladas não podem faltar e algumas atmosferas do rock’n roll, fazem parte deste projeto musical que tem gerado tal expectativa, que mesmo sem ser lançado a mantém viajando por todo continente, graças ao êxito Inevitable, sua primeira canção.
Primeiros passos sólidos
– Pela primeira vez na Colômbia uma pré-venda de um disco, em formato digital, como Extranjera, consegue o primeiro lugar em vendas… O que você acha sobre essas novas estratégias da indústria discográfica?
Estou muito surpreendida ao estreiar logo em número um mesmo depois de dois anos fora da música. Além do mais, ter esse apoio da Colômbia é incrível! É uma nova forma de obter a música legal e uma forma de evitar a pirataria, o qual começa a funcionar muito bem e agora só nos resta esperar que o disco se publique em novembro.
– Faltam dois meses para o lançamento de Extranjera. O que falta fazer neste álbum?
Praticamente está pronto, porque se não fazer uma parada você continua mudando e mudando coisas. Então, já temos prontas as canções, há pouco tempo acabamos a arte e agora estamos nos vídeos e em o que será posto na capa de Extranjera.
– Três produtores diferentes trabalham em Extranjera…
Contamos com uma equipe genial. Carlos Lara é um professor do pop no México desde os anos 80 com um histórico das mais grandes figuras do meu país, assim sabe bem fazer seu trabalho, como fez com Timbiriche e RBD. Não conhecia Sebastián Krys, mas encontrar-me com uma dúzia de Grammys em seu histórico me surpreendeu. Com ele gravamos as canções mais orgânicas do disco. Junto deles, Axel, um rapaz mexicano que é um mestre com os sons eletrônicos, e com ele fizemos canções como Inevitable, o primeiro tema que conheceram deste disco.
– Como foi o trabalho de escrever as canções deste, seu primeiro disco como solista?
Eu escrevo desde os 11 anos de idade, mas para escrever canções para um disco, o primeiro como solista, é diferente. Você tem que dizer algo, não só com a letra, também com a música. Tenho muitas canções, mas senti que não eram o momento de mostrá-las. Por isso, as pessoas encontrará em Extranjera quatro canções minhas, algumas que compositores realizaram para mim, e outras que as escutei e me apaixonei por elas.
Mulher de letras
– Já tinha uma longa experiência como compositora. Há dois anos lançou um livro de poemas…
Quando tinha 21 anos decidi recopilar muito do que havia escrito em dez anos e criar o livro, com o fim de aproximar-me mais das pessoas, que se dêem conta que não sou a personagem que vêem na TV, não sou a mais rebelde. E também não acreditem que temos a vida perfeita, não sofremos ou não nos partem o coração.
O livro foi minha forma de aproximar-me dos jovens e dizer-lhes que eu vivo e sofro igual a eles, mas que não amargo à vida, saio para lutar, ser feliz.
– Gostaria De fazer um novo livro?
Me encantaria fazê-lo em um tempo, talvez mais visceral, porque cresci, comecei há sentir outras coisas, mas tudo isso terá que ser com tempo.
– E a atuação?
Agora estou concentrada em meu disco, mas no início deste ano fiz um filme, ¿Alguien ha visto a Lupita?, que sairá em março de 2011, e um episódio da nova temporada da série Mujeres Asesinas. Como são projetos que não são tão longos como uma telenovela, os pude fazer. Mas por enquanto, me dedico só a meu disco.
Eram personagens curtos mas de grande desafio. Eu queria me dar essa oportunidade.
– Já começa a visualizar como será Dulce María em cena como solista?
Sim. É algo que me importa muito porque venho de um fenômeno como RBD com que enchíamos estádios e esgotávamos entradas em questão de minutos. O que eu quero agora como solista, é estar mais perto das pessoas, com shows mais íntimos, como em uma festa onde todos estão felizes.
– O que tem sido o mais difícil agora como solista, depois de RBD?
Tudo é mais difícil e isso faz parte de crescer. Toda sua responsabilidade, só você pode defender o que faz. Você é a cabeça de tudo, enquanto em um grupo, de certa forma, tudo está feito e por isso é mais simples.
– Como é a relação com os fãs?
Me encanta estar em contato com eles, para que me sintam próxima, que os valorizo e que é uma relação de ambas parte. Os quero muito porque é com eles quem compartilho meus sonhos.
– Você é fã?
Sempre e isso nunca se perde. Desde pequenina sou fã de Shakira e ela me viu no palco em minha estréia como solista, e me encantou ver como ela chegou tão longe tendo os pés sobre a terra, coisa difícil de manter neste meio.
Comecei muito pequenina, aos cinco anos, e tudo isto não tem sido um golpe de sorte, foi de trabalho, de não dar-me por vencida, com uma base familiar sólida e com uma equipe de trabalho que são meus amigos e me dizem as coisas com sinceridade.
Fonte • Elcolombiano
Tradução • DBR

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Não deixa de ser nobre, nem de se qualificar como uma mulher de sentimentos ternos, mas Dulce María quer deixar para trás a imagem de “menina”, a qual tem carregado nos últimos anos. Por isso, agora se foca em encontrar seu próprio caminho com o disco Extranjera, cujo o trabalho de divulgação consome a maior parte de seu tempo.
Dulce define o atual momento de sua carreira como o das definições. Sim, quer continuar sobre os palcos que ama, mas desta vez quer estar sozinha. Não, não lhe chateia a ideia de ter um grupo, inclusive pensa que em um futuro bem longe poderia estar de novo com o RBD, mas enfatiza: “Futuro distante”.
Por enquanto, desfruta seu momento. Agora quer continuar com seus próprios métodos e o único limite que tem é o céu.
– Como estão sendo estas primeiras semanas de divulgação prévia ao lançamento de Extranjera?
As pessoas estão me recebendo muito bem. Me sinto feliz de fazer divulgação pela Argentina, Chile, Brasil, Porto Rico, Miami. Vou à Colômbia, Guatemala, Espanha e sigo no México. Tenho muito trabalho (risos).
– Como define seu momento atual?
Entro em uma etapa muito importante de minha carreira. Estou sozinha, dizendo o que penso e o que quero, apoiada por uma grande equipe e é um desafio diferente e único na minha vida.
– Apesar de ser jovem, tem uma longa carreira na arte, qual é a fórmula para continuar nos palcos sem se cansar?
Este ano cumpro 20 anos de carreira e é minha paixão. É importante que nunca se canse, que sempre encontre novos motivos. O de estar sozinha em um palco, com meu nome, minhas canções, com o que escrevo e nenhuma arma além de minha voz é um desafio. Me sinto feliz por isso, é um motivo que me faz levantar e lutar todos os dias.
– Estreia com um disco, mas tem experiência de anos atrás. É uma vantagem ou desvantagem?
Falta muito. Sei que falta chegar a muitas coisas na música e que é um ambiente sério, mas isso também me faz querer avançar mais. Agora estou longe de casa, longe do meu país e da minha família, mas vale a pena. É uma batalha e acredito que isso tem a ver com o nome do disco: Extranjera. É como chegar a um mundo novo, descobrindo outras coisas, algo diferente do que havia feito.
– Há uma pressão para corresponder as expectativas dos fanáticos?
Não. As pessoas sempre vão esperar algo de você, sobretudo se venho de uma etapa onde as coisas saíram tão bem. Creio que o importante é ser sempre o mesmo, digo o que penso e aprendi nesses anos de carreira. Minha vantagem é que quem me segue, meus fanáticos, cresceram ao meu lado. Eles também vão querer que eu os ofereça algo novo, que não fique presa em algo. Por exemplo, gravei um epsiódio de Mujeres Asesinas , que é uma mudança forte no que vinha fazendo na televisão, onde as pessoas me localizavam mais em papéis de estudante. Na carreira temos que assumir riscos e fazer coisas diferentes, isso é o que vale a pena, nem todo mundo vai gostar, alguém me disse “se quer ficar louco, agrade a todos”.
– Gosta de ver episódios do RBD ou escutar seus discos, ou se critica muito?
Não gosto de me ver na televisão, não sei porque! O que eu gosto muito é escutar meus discos, porque também me transportam ao momento de minha vida em que os gravei. Esclareço, gosto de fazer televisão, atuar, mas não de me ver. Como artista é muito difícil não ser autocrítico ao extremo. Por isso não é tão bom se ver, sempre se pode fazer melhor, tem que se confiar muito nos diretores, por algo dizem “corta e continua”.
– Voltaria a um grupo musical, ou aceitaria um reencontro com o RBD?
Talvez. Não descartaria em algum momento fazer uma banda, mas no futuro. Inclusive agora tenho minha banda, ou meus músicos, e ainda não tem nome, deveriam colocar um, não? (risos).
Fonte • Informador
Tradução • RBD-Forever
















































